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Do título

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Há algum tempo, venho pensando na ideia de ter um blog para falar sobre os livros que leio. A ideia tomou forma, há algumas semanas, depois de eu ter ganhado dois livros, de uma pessoa muito querida, que falam, de formas diferentes, sobre a literatura. Que abordam, de maneiras distintas, porém belas, alguns dos árduos caminhos pelos quais as palavras ganham corpo e se tornam livros.

Estes livros – “A página assombrada por fantasmas”, do Antônio Xerxenesky e “Bonsai”, do Alejandro Zambra – me fizeram lembrar que eu não só gosto de ler como também gosto de falar sobre o que leio. Gosto de falar sobre as mais diversas emoções que os livros me proporcionam. É por isso que senti a necessidade de criar este blog. Para falar, com tudo o que as palavras permitirem, sobre os livros que eu leio.

Mas nem só de livros vive a Cleonice. Também vivo de músicas, de filmes, de quadrinhos, e de tantas outras coisas que não precisam ser citadas. Então, sim, o foco do blog é a literatura, mas quando a minha alma pedir, falarei sobre a arte em suas mais diversas manifestações, ou melhor, falarei sobre o que a arte, em suas mais diversas manifestações, provoca em mim. Por isso, podem trocar a palavra “livros” no início do título deste blog, por “arte”. Pretendo imprimir a minha legenda, a minha identidade, nas resenhas que eu escrever. Isso pode parecer pretensioso, mas não é mais pretensioso do que ter o título do blog escrito “tudojuntoemisturado”, não é? Não, isso não é pretensão, é só uma manifestação de amor por James Joyce.

Os leitores mais atentos já perceberam que eu homenageei, no título deste post, um dos maiores escritores brasileiros, Machado de Assis. “Do título” é o capítulo inicial do romance “Dom Casmurro”; capítulo no qual o narrador, Bento Santiago, explica o porquê da escolha do título para o romance que escreveu. Mas o título do post não é a minha única homenagem ao meu escritor preferido. Criar este blog, hoje, dia vinte e um de junho, também é uma maneira de homenagear o Bruxo do Cosme Velho, uma vez que, se estivesse vivo, hoje ele faria aniversário.

O nome do blog foi gentilmente sugerido por um amigo, quando pedi, no facebook, por sugestões. Gostei de todas, mas Livros Legendados me surpreendeu positivamente, porque  é um nome tão rico de interpretações. Uma leitura simplista poderia fazer com que interpretassem que a minha intenção é explicar os livros, assim como as legendas explicam os mapas, mas é mais do que isso. Acho que a ideia se aproxima mais da legenda dos filmes, porque ali temos não só uma tradução da língua, temos uma tradução de cultura. E cada interpretação não é fruto de todo um processo cultural?

Nessa perspectiva, espero poder compartilhar com as pessoas que lerem o blog um pouco dos ricos universos que os livros compartilham comigo, religiosamente, todos os dias.

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