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Arquivo do mês: maio 2015

Ligações (Rainbow Rowell)

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– Não aguento mais isso – disse. – Eu te amo, mas não acho que é o bastante, acho que nunca vai ser o bastante. Eu não quero viver assim, Georgie. (p.74).

Eu acredito em Rainbow Rowell. Foi o que pensei quando vi a capa do mais recente romance escrito pela autora de Eleanor & Park, um dos melhores livros que li em 2014. Olhei, com certa desconfiança, para a, quase sem quase nenhum atrativo, capa de Ligações. A Novo Século, editora responsável pela publicação, aqui no Brasil, dos quatro livros da autora estadunidense, manteve a ideia da capa da edição americana: um telefone amarelo e o título do livro escrito em uma fonte que cumpre o papel de simular a aparência do fio de um aparelho de telefone que caiu em desuso há, pelo menos, dez anos.

Eu realmente acredito em Rainbow Rowell. Foi o que eu pensei depois de ler a sinopse de Ligações. Georgie McCool e seu marido, Neal Grafton, têm duas filhas e uma vida feliz. Quase feliz. Infeliz, na maior parte do tempo, com alguns momentos felizes. Eles não sabem mais o que têm. Mas tentam não lidar com isso até que Georgie, a dois dias de viajar com o marido e as filhas para passar o Natal com a sogra, em Omaha, informa ao marido que não poderia ir, pois teria de ficar com Seth – seu melhor amigo e companheiro de trabalho desde os tempos da faculdade – escrevendo o roteiro de um programa que, finalmente, eles conseguiriam fazer. Depois de uma conversa permeada pelo silêncio e o rancor, Neal viaja, com as duas filhas, e Georgie fica em Los Angeles, para trabalhar.

Aquele programa era o sonho de Georgie. Era o sonho de Seth. Eles se conheceram quando trabalhavam na revista da faculdade, mesmo lugar em que conheceram Neal; este, ao contrário daqueles – que escreviam juntos uma coluna na página dois da revista Spoon –  era o cartunista responsável por uma aclamada, pelo menos por Georgie, tirinha da revista. Georgie e Seth sempre quiseram ter o próprio programa de comédia, mas tiveram de passar boa parte da vida escrevendo roteiros para programas que não eram exatamente o que eles queriam fazer. Às vésperas do Natal de 2013, conseguiram uma reunião com alguém que se interessara pelo programa. Teriam de passar os próximos dias escrevendo, pois a reunião aconteceria no dia 27 de dezembro. Precisavam de quatro roteiros prontos. Era tudo ou nada. Mas também chegara o momento do tudo ou nada para o casamento de Georgie e Neal. Ele estava em Omaha; ela estava em Los Angeles. Ambos estavam infelizes, mas não queriam admitir isso.

Quando li Eleanor & Park, antes da metade do livro eu já sabia que a Rainbow Rowell era uma autora que sabia escrever sobre o amor e sobre a dor. Não se trata de escrever uma história real, mas uma história possível pois, a meu ver, a ficção tem mais a ver com possibilidade do que com realidade. É por isso que ela é tão necessária, é por isso que ela me encanta. É por isso que aceitamos fazer o pacto ficcional. Eu fiz. Quando Georgie McCool, cujo celular só funcionava se estivesse conectado ao carregador,  se deu conta de que, ao usar o telefone amarelo que ficava no quarto que ocupara quando ainda morava na casa da mãe, conseguia falar com o Neal de 1998, época em que eles ainda eram namorados, decidi apostar todas as minhas fichas (com o perdão do trocadilho jurássico) em Ligações.

A estruturação do livro é feita por capítulos curtos, nos quais se alternam, majoritariamente, discurso direto e discurso indireto. Os capítulos não seguem uma ordem cronológica. Em um momento, vemos um fato ocorrendo em dezembro de 2013; em outro, um que acontecera em 1998. O foco narrativo do romance transita entre a primeira e a terceira pessoas. Por diversas vezes, Georgie assume o foco narrativo para problematizar algo previamente apresentado pelos diálogos, que são um dos maiores trunfos da autora. Rainbow Rowell é muito boa em construir diálogos. Eles são muito bem escritos e cumprem a função de apresentar a história e caracterizar os personagens, tanto física quanto psicologicamente.

É quando os protagonistas começam a dialogar, isto é, quando a narrativa recua no tempo e se debruça sobre o percurso trilhado por Georgie e Neal, que nos apaixonamos por eles. Inicialmente, mais pela Georgie do que pelo Neal. Depois, aos poucos, assim como fez com a Georgie, o Neal começa a nos cativar e, por vezes, nos irritar. Eventualmente, os dois acabam nos irritando, não por nos lembrarem de pessoas horríveis, mas por fazer com que nos lembremos do que há de mais fascinante e assustador nas pessoas: a falha natureza humana. A capacidade de fazer escolhas ruins. A capacidade de dizer palavras que ferem e a capacidade de tentar consertar os erros.

Georgie era, conforme o sobrenome McCool anuncia, uma garota legal, uma garota engraçada. Ela adorava séries dos anos 70, amava e queria ser roteirista de séries de comédia. Era, a seu modo, expansiva. Não por naturalidade, mas por necessidade. Se quisesse algo, faria o que fosse possível para tê-lo. Neal, como disse, em uma das muitas conversas que teve com a Georgie, não era bom em querer coisas. Ela disse que era boa em querer pelos dois. E era. Queria se casar com Neal. Queria ter filhos e queria ser uma roteirista de sucesso. Teve duas filhas. Antes que a primeira, Alice, nascesse, Neal decidiu abandonar o emprego – que  odiava – para cuidar da criança. Foi a solução que encontrou para aplacar a insegurança que atingira Georgie na reta final da gravidez. Ela temia que eles não conseguissem criar a filha se trabalhassem durante todo o dia. Ficou feliz com a decisão do marido de largar o emprego – pelo qual ele recebia pouco – para cuidar da filha. Quando Noomi (Naomi, mas apenas a avó paterna a chamava assim) nasceu, Neal continuou a cuidar das filhas para que Georgie trabalhasse. E ela trabalhava muito. Chegava tarde em casa, quase nunca estava presente na hora do jantar.

Neal era calado, recluso, e extremamente observador. Ele vira Georgie bem antes de ela se interessar por ele; soube que queria estar com ela bem antes de efetivamente estar. Mas ele não era de muitas palavras. Sua personalidade é apresentada aos leitores por meio de suas expressões faciais, descritas com precisão ao longo do livro. Quando as covinhas apareciam, ele estava sorrindo, mesmo que quase nunca sorrisse. Sua respiração denunciava quando ele estava irritado. Mas ele evitava, ao máximo, demonstrar como se sentia. Mas Georgie sabia. Aprendeu a interpretar o introvertido Neal.

Com a introdução das conversas telefônicas entre a Georgie de 2013 e o Neal de 1998 – que não sabia que estava conversando com a “Georgie do futuro” –  podemos perceber que Neal protagoniza uma inversão das funções da linguagem. Geralmente, quando se falam ao telefone, as pessoas fazem o uso da função fática, isto é, utilizam, em excesso, expressões como “aham”, “uhum”, “oi”, entre outras. Entretanto, no caso de Neal, era o contrário. O Neal de 2013, que conhecemos no primeiro capítulo do livro, usa poucas e curtas palavras enquanto conversa com sua esposa. Quando Georgie fala ao telefone com o Neal de 1998, ele usa frases maiores e  poéticas. Diz que a ama, que sente sua falta, entre outros. É claro que o Neal das ligações era mais jovem, com menos responsabilidades, logo, mais descontraído, mesmo que descontração e Neal na mesma frase seja algo paradoxal. Mas foi pelo Neal das ligações que Georgie se apaixonara. Aquele que não falava muito com os outros, mas se sentia quase à vontade para falar com a mulher que amava.

Era esse Neal que Georgie  estava tentando resgatar na semana em que eles ficaram separados. Na semana em que, ao usar o telefone da casa de sua mãe, falava com o Neal do passado, Georgie tentaria descobrir quando foi que o relacionamento deles descarrilhara, e, de posse desse conhecimento, tentaria fazer escolhas melhores. Mas ela ainda não sabia quais eram essas escolhas. Ela não sabia nem mesmo se estava falando com o Neal do passado ou se estava alucinando por não conseguir falar com ele no presente.

Para sair do impasse que a partida silenciosa de Neal deixara, Georgie teria de colocar o telefone no ouvido, desenrolar o fio e ouvir; não apenas o Neal do passado, não apenas o silêncio do Neal do presente, mas ouvir, nas palavras que proferia enquanto falava com Neal, o que a Georgie do presente fez no passado e como suas ações a trouxeram ao presente. Enquanto Georgie desenrola o fio do telefone para compreender qual é o lugar que Neal ocupava atualmente em sua vida e qual é o lugar que ela queria que ele ocupasse em sua vida, Rainbow Rowell desenrola o fio narrativo de um livro que fascina, encanta, e nos faz refletir sobre o fato de que, mais do que  falar sobre  ligações telefônicas, seu novo romance nos fala sobre a ligação que há entre pessoas, gestos, vontades e escolhas.

Uma das minhas falas preferidas de Eleanor & Park é a seguinte: a gente acha que abraçar uma pessoa com força vai trazê-la mais para perto. Pensamos que, se a abraçarmos com muita força, vamos senti-la, incorporada em nós, quando estivermos longe. Com isso em mente, terminarei este post e abraçarei, bem forte, o meu exemplar de Ligações, para que eu possa senti-lo mesmo quando estiver longe dele e, principalmente, longe de mim.

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Vingadores: Era de Ultron

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Eu não li uma única crítica sobre Vingadores: Era de Ultron. Eu não leio nenhuma crítica antes de ver os filmes da Marvel, porque eu não gosto de spoilers. Se você também não gosta, recomendo que só leia este texto após assistir ao filme. Se você já viu o filme e/ou leu inúmeras críticas, peço desculpas por soar repetitiva e extremamente empolgada. Não tenho a pretensão de escrever uma crítica. O que pretendo é registrar algumas das minhas impressões iniciais sobre um dos filmes mais esperados do ano.

Leio quadrinhos desde nova, e por mais que, eventualmente, eu caia na tentação de querer que todos os diálogos existentes nos quadrinhos apareçam, ipsis litteris, na telona, compreendo que história em quadrinho é uma coisa, filme é outra. Justamente por essa peculiaridade, não leio críticas antes de ver os filmes do universo cinematográfico da Marvel. Eu conheço a conceituação dos personagens conforme os quadrinhos, eu conheço inúmeras histórias desses personagens no que tange aos quadrinhos, mas isso não significa que eu vá saber como eles estarão em um filme. São mídias diferentes, logo, são perspectivas diferentes, interpretações diferentes e eu prefiro tomar conhecimento delas no contexto do filme.

Com isso em mente, consegui lidar com as adequações feitas no roteiro do filme para que o Stark, e não o Pym, fosse o responsável pela criação do Ultron. Como o Homem Formiga ainda não foi apresentado nas telonas, a alteração foi extremamente necessária. Nisso, temos o fio condutor da narrativa de Vingadores: Era de Ultron. O robô, feito de adamantium, que deveria se empenhar pela paz mundial, se rebela contra o criador e ameaça a existência da humanidade.  Ainda sobre adequações, não me incomodei com o fato de a conceituação da Feiticeira Escarlate no filme ser diferente daquela que eu conheci nos quadrinhos. Entretanto, acredito que a caracterização da personagem foi prejudicada pelo ritmo acelerado do filme. Quando ela começou a amadurecer, o filme acabou. Por isso, a imagem da Wanda do início do longa, uma explosão de rancor e nada mais, acaba se destacando mais do que a da Wanda como Vingadora.

Dito isso, confesso que eu esperava muito do segundo filme dos Vingadores, mas também sabia que era uma tarefa difícil de ser realizada, pois ele tinha de apresentar novos personagens e continuar a desenvolver os que já tinham sido apresentados tanto no primeiro filme quanto em filmes individuais do universo cinematográfico da Marvel. Vingadores 1 foi a realização de um sonho. Ver os heróis que eu conheci, quando comecei a ler quadrinhos, na tela do cinema realmente foi um acontecimento único. Sentimento que eu compartilho com uma quantidade imensa de leitores de quadrinhos. Leitores que, do segundo filme, esperavam mais, esperavam muito mais. Eu esperava uma boa história. Eu esperava, além de rever meus heróis na telona, uma história que me cativasse. E, com algumas ressalvas, essa história estava lá.

Um dos maiores problemas que o filme apresentou, para mim, foi a edição. Apesar de, para quem acompanha os quadrinhos, o plot do Thor sinalizar para o Ragnarok, no filme ficou bastante desconectado. Confuso, até,  eu diria. Outro problema ocasionado pela edição, é a rapidez com que o Ultron passa de ser um ideal de construção da paz mundial para algo concreto. A transição foi muito rápida e, por isso, um pouco forçada. O mesmo acontece com a concepção do Visão. Aqui, mais uma vez, acho importante mencionar o seguinte: para os leitores de quadrinhos, não há a necessidade de se explicar algo que eles conhecem tão bem quanto o caminho de casa, mas o filme não pode depender dos quadrinhos para existir, ele precisa de uma certa independência.

Muitas pessoas acharam a passagem dos heróis pela casa do Gavião desnecessária. Talvez, seja, mas para quem não tem tanta intimidade com as artimanhas de Nick Fury quanto os leitores de quadrinhos, aquele momento foi importante. Fury precisava de algo para  tentar manter os heróis mais poderosos do mundo juntos. Então, decidiu levá-los para uma casa despida da tecnologia a qual eles tinham acesso no primeiro filme, para que eles pudessem perceber que tinham o principal: vontade. É óbvio que o Fury tinha restaurado a “tecnologia perdida”, como se pode perceber no fim do filme, mas, no momento em que foram para a casa do Gavião, os Vingadores não precisavam de tecnologia, precisavam dialogar, precisam restaurar a fé no que eles poderiam fazer, pois tinham acabado de ser massacrados.

É controverso, também, o romance entre a Viúva e o Hulk. A humanidade estava prestes a ser dizimada, então, qual seria o propósito de se iniciar um relacionamento? É exatamente em tempos de guerra que o amor se faz necessário. O fato de que todos poderiam morrer a qualquer momento fez com que Natasha Romanoff e Bruce Banner percebessem que o amor é urgente. Guimarães Rosa disse, certa vez, que “qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura”.  Efêmeros ou não, os momentos de felicidade valem a pena.  Nessa perspectiva, eu acredito que as piadas, que acontecem durante todo o longa, também sejam importantes. Elas servem ao propósito de quebrar a tensão que perpassa o filme.

E qual seria o motor dessa tensão? Deuses reunidos. Deus fez o homem à sua imagem e semelhança ou o homem faz Deus à sua imagem e semelhança? Em determinado momento do filme, Wanda diz ao Capitão América: “Ultron não sabe a diferença entre salvar o mundo e destruí-lo, com quem você acha que ele aprendeu?” Ultron é uma criação do Stark. Visão é uma criação do Ultron. Temos a encenação de um conflito que nunca deixa de ser atual. Criatura se revolta contra o criador. Criatura supera o criador. Zeus derrotou o pai. Édipo matou o pai. Ultron, como o Deus do antigo testamento, não sabe lidar com abstrações. Os Vingadores queriam que as guerras cessassem para que pudessem ir para suas casas e terem “vidas normais”. Ultron distorceu isso para: os vingadores precisam ser exterminados. O mundo já foi exterminado antes, é o que Ultron disse, e sintetizou com o exemplo de Noé. Ou seja, os humanos erraram, merecem o extermínio. Ultron nos lembra o Deus do antigo testamento: cruel e birrento.

Visão vem para ser o contraponto. Ele não é apenas uma versão melhorada do Ultron, “seu pai”, ele encarna a ideia de um Deus que se faz homem. Pouco depois de “nascer”, e se desentender com os Vingadores, Visão fica de frente com o espelho. Ele se olha, por alguns segundos, volta para perto do grupo e se desculpa. Primeiro, ele se olha no espelho, se reconhece. Naquele momento, ele ganha o caráter de humano. O ser humano é o único animal que, quando vê o seu reflexo no espelho, sabe que se trata dele, e não de outros animais. Então, quando Visão consegue levantar o Mjölnir, ele assume o status de Deus, ou melhor, de Filho de Deus. Ao longo do filme, com suas ações, tentativa de salvar a humanidade e demonstração de compaixão, ele se assemelha ao Deus do novo testamento, isto é, Jesus Cristo.

No fim do filme, durante a exibição dos créditos, todos os Vingadores aparecem, esculpidos em mármore. O panteão dos Vingadores nos remete ao panteão dos deuses gregos. Mas o filme faz essa jogada o tempo inteiro. São os heróis mais poderosos da terra, e o que faz com que eles entrem em conflito? O seu lado humano. Os sentimentos humanos que eles têm. Durante a batalha, eles são soldados, mas quando não precisam usar os poderes, são crianças brigando pela sua pilha de madeira para cortar.  É por isso que os deuses gregos entravam em conflito. É por isso que os deuses escolheram lados na Guerra de Troia. É, também, por isso, que eu acho bastante justificável a quantidade de socos, martelo voando e escudos na tela. O filme tem muita ação, mas ela não está descolada da trama. A ação exemplifica a trama. São deuses. Todos querem exibir os seus poderes. Deuses são egocêntricos.  Os deuses gregos aproveitavam sua eternidade brigando entre si e, vez ou outra, se relacionavam com humanos, de quem eles invejavam a finitude. Vingadores: Era de Ultron não é apenas um filme sobre heróis lutando contra criaturas em CGI. É um filme sobre deuses sendo deuses.

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